A Comunidade de Práticas de Mudanças Climáticas é uma ação embasada pela iniciativa Café&Clima que teve sua primeira reunião no último dia 12  na Unifenas em Alfenas – MG. Envolvendo vinte e dois parceiros de quatorze (incluindo a Hanns R. Neumann Stiftung do Brasil) diferentes segmentos do café .

Esta ação prevê a priorização de temas relevantes para a diminuição de impactos climáticos na cafeicultura podendo a partir daí orientar agricultores de forma eficiente para que possam estar aptos a responderem aos impactos causados pelas alterações climáticas às lavouras.  Os temas abordados envolvem todas as preocupações da cadeia do café, desde práticas que podem ser adotadas para evitar ou minimizar danos futuros até o produto final envolvendo a qualidade do café produzido.

O primeiro uso conhecido da expressão “Comunidade de Prática – CoP” é atribuído aos pesquisadores sociais Lave e Wenger (1991), que as definem como organizações informais naturalmente formadas entre praticantes de dentro e de fora das fronteiras de organizações formais. Estas são formadas por um grupo de pessoas que reunidas se envolvem em um processo de aprendizado coletivo, para desenvolverem domínio do conhecimento a uma prática específica. Da ação à colaboração reflexiva em CoP, nesses encontros as pessoas compartilham conhecimentos, trocam experiências, levam seus problemas e buscam soluções ligadas às suas práticas, dessa forma, elas aprendem umas com as outras, e praticam o que aprenderam.

Vista de uma forma mais ampla, as CoP são ferramentas para a construção do conhecimento que se dá de forma natural nas relações sociais estabelecidas no ambiente de convívio. Portanto, uma das características básicas das CoP é a sua origem nas relações informais (CABELLEIRA, 2007). Parceiros de várias instituições envolvendo a cadeia cafeeira foram convidados a fazer parte da Comunidade de prática (CoP), podendo dessa forma abrir discussões para futuros temas e, também, propor, trocar e testar metodologia eficazes.

A Próxima reunião será em novembro deste mesmo ano, já que foi de comum acordo realizar as primeiras práticas sugeridas dentro desses quatro meses. Além da análise dos resultados dos experimentos, o tema para o fim do ano será “Boas práticas agrícolas de adaptação às mudanças climáticas”, onde serão abordadas desde práticas já conhecidas, como também uma introdução às novas tecnologias.

Agradecemos às instituições participantes por seu compromisso e empenho:

ACOB, ATLÂNTICA, COOMAP, COOPASV, COSTAS 5588, COOXUPÉEPAMIG, HRNS, IFET – MACHADO, INSTITUTO TERRA, NKG, P&A, STOCKLER, UNIFENAS ,UTZ.

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