Pelo terceiro ano consecutivo, a Cooxupé permitiu que a Hanns R. Neumann Stiftung do Brasil, implementadora da Iniciativa café&clima, dispusesse de um espaço em sua “Fazendinha”  na FEMAGRI 2018, para demostrar Boas Práticas Agrícolas: orientações com o intuito de  aumentar a resiliência dos sistemas de produção de café.

Eduardo Renê da Cruz, Coordenador de Desenvolvimento Técnico da COOXUPÉ, acompanhou de perto as apresentações dos expositores na área chamada “Fazendinha”, na FEMAGRI – Feira de Máquinas, Implementos e Insumos Agrícolas – organizada anualmente pela da COOXUPÉ, na cidade de Guaxupé-MG. “A fazendinha é um espaço para demonstrar como implementar as boas práticas agrícolas no campo. Então, precisamos aproveitar essa oportunidade de mostrar essas práticas para o produtor, principal ator da cadeia de produção do café”. Sobre a preocupação da Cooxupé em relação às mudanças climáticas, comentou: “Somente quando boas práticas de adaptação são utilizadas é que vamos obter os resultados que esperamos para poder mitigar os efeitos das mudanças climáticas no café”.

Fernanda Faria Coordenadora café&clima e Eduardo Renê da Cruz, Coordenador de Desenvolvimento Técnico da COOXUPÉ

No stand de aproximadamente 300 m2, a HRNS do Brasil trouxe como novidades o uso do mudão (muda de ano) no plantio do café, a preparação de adubos orgânicos (composto e bokashi) e a utilização de cultivos de coberturas na entrelinha do café. Estas práticas estão orientadas a aumentar a matéria orgânica do solo e sua capacidade de absorção e retenção de umidade, uma vez que o mudão, com maiores raízes é capaz de captar água de camadas mais profundas durante eventos de estiagem.

Outra prática que chamou a atenção dos aproximadamente 1,500 visitantes – que puderam contar com explicações detalhadas dentro do stand – foi a fossa séptica construída a partir de tambores e conexões de PVC. Esta técnica tem como finalidade o tratamento de águas do esgoto doméstico de uma maneira simples e económica.

Outra novidade foi a produção de energia fotovoltaica, uma das novas tecnologias promovidas pela Iniciativa café&clima como medida de mitigação para contribuir a redução das emissões de gases de efeito estufa. À respeito, Bruno Fernandes, Engenheiro Ambiental e Sanitarista da empresa Amvolt Sistemas Elétricos e Energia Solar, comentou: “A energia fotovoltaica é uma energia elétrica comum. O princípio da tecnologia é a conversão da luz do sol em energia elétrica e isso pelos parâmetros do planeta nos leva a considerar ser uma fonte de energia inesgotável e limpa. Então só transformamos essa luz em energia para abastecer as atividades”. Destacou também vantagens como a redução de poluição na produção das placas, maior potencial de reciclagem em relação a outras fontes de energia, eliminação de ruído, e a não emissão de poluentes atmosféricos. “Quando falamos sobre o aproveitamento de energia solar, os módulos ocupam espaço reduzido para produzir energia, tendo uma taxa reduzida de desmatamento”.

Bruno Fernandes, Engenheiro Ambiental e Sanitarista da Amvolt Sistemas Elétricos e Energia Solar

O alto interesse dos associados a cooperativa COOXUPÉ ratificou a importância da demonstração das práticas de adaptação como contribuição para o objetivo da feira: “produção responsável para uma agricultura de sucesso”.

Agradecemos à COOXUPÉ pelo convite e o apoio nas exposições e desde já esperamos participar de mais uma feira em 2019. Até lá!